sexta-feira, 26 de setembro de 2003

Grutas Vale do Rôto - Proposta

GRUTAS DO VALE DO RÔTO
26 de Setembro de 2003

PROPOSTA
O Bombarral é rico em locais de interesse arqueológico. Através dos vestígios encontrados, sobretudo na área do Vale do Roto, pensa-se que a fixação humana nesta zona remonte aos primórdios da pré-história. Parte do espólio encontrado está exposto na sala de Arqueologia do Museu Municipal do Bombarral.
Ao visitarmos a sala de arqueologia do Museu do Bombarral, sentimos vontade de visitar o local de onde vieram tão importantes artefactos .
Mas, ao chegarmos ao local é esta a desolação que encontramos : um local sujo sem acessos e sem condições para que se possa visitar
Este local maravilhoso de evidente interesse turístico, com interiores que deslumbram quem os visite tem que ser salvaguardado .
A salvaguarda e promoção turística do património Arqueológico do Concelho do Bombarral é uma obrigação de todos nós mas, principalmente uma obrigação da Câmara Municipal para com todos os munícipes e em particular, neste caso, para com a Freguesia da Roliça – a divulgação deste património e a criação de condições de acesso para a visita ás grutas do Vale do Roto é urgente – e é uma forma de promover o desenvolvimento e proliferar condições de riqueza ás populações residentes
Ø Chega de marasmo e promoção pessoal, o importante é promover, no exterior, as reais capacidades turistas e culturais do Concelho do Bombarral.
1. Existem fundos comunitários disponíveis para a realização desta obra. Para isso basta que a Câmara tenha competência e vontade para formular a candidatura.
Assim é Urgente que a Câmara Municipal tome medidas e, nesse sentido PROPOMOS que esta Assembleia recomende á Câmara Municipal do Bombarral que:

Ø Limpe o exterior das grutas convenientemente
Ø Crie condições de acesso ás grutas, nomeadamente escadas com segurança para se atingir as grutas.
Ø Embeleze o exterior das grutas convenientemente, sem exageros.
Ø Ilumine as grutas convenientemente, no exterior e no interior.
Ø Proteja as grutas e o seu acesso de actos de vandalismo.
Ø Divulgue no País e no Estrangeiro este património milenar de beleza natural que já foi habitado pelos nossos antepassados.
ESTA É UMA PROPOSTA QUE VISA PARA ALÉM DA RECUPERAÇÃO E DIVULGAÇÃO TURISTICA E PATRIMONIAL DO CONCELHO DO BOMBARRAL O DESENVOLVIMENTO E CRIAÇÃO DE RIQUEZA QUE AFECTE A POPULAÇÃO LOCAL.
Na defesa do Bombarral, pela Mudança necessária

Derrama 2003

DERRAMA
26 de Setembro de 2003

DECLARAÇÃO DE VOTO

Devem os eleitos para aprovar uma proposta de derrama ter conhecimento e saber sempre fim especifico para a utilização e aplicação da mesma .
No entanto, verifica-se que mais uma vez e pelo 4º ano consecutivo a proposta de lançamento de uma derrama de 10% sobre o IRC não se destina a uma aplicação especifica, mas sim a um reforço de uma capacidade financeira abstracta.
Assim e pelo exemplo da não aplicação especifica da derrama como tem acontecido em anos anteriores não podem os eleitos do Partido Popular aprovar esta proposta de derrama pelo que votam contra a proposta apresentada.

quinta-feira, 25 de setembro de 2003

Conferência de Imprensa

O ESTADO DAS COISAS
25 de Setembro de 2003

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CAROS AMIGOS
Esta Conferência sobre “O ESTADO DAS COISAS” é na prática mais uma conversa de analise, tipo para lembrar mais tarde, sobre a gestão autárquica do Bombarral nos últimos 10 anos .
E nesse sentido é um recordar assente na seriedade, na objectividade e no rigor quanto à acção autárquica desenvolvida pelo executivo dos últimos 10 anos.
Assim, sabendo que se apresentam já alguns membros deste executivo camarário com um forte pendor pré-eleitoral como se pode verificar pelas recentes tentativas de branqueamento de algumas situações de gestão anterior, pelos auto-elogios e pelo anunciar de promessas de realização algumas obras por parte de políticos indirectamente ligados ao executivo.
Pela parte do Partido Popular, não temos uma visão catastrófica do ESTADO DAS COISAS.
Mas estamos convictos que nestes 10 anos se poderia e deveria ter feito mais e melhor e que não chega o enfeite com algumas penas de pavão, como o sejam, o anúncio de algumas obras públicas para se realizarem não se sabe bem quando nem como para esconder os erros cometidos.
E não temos dúvidas de que não é com auto-elogios nem com a “ampliação” da obra feita, nem com promessas passadas e futuras que se esconde a realidade do que foi mal feito e daquilo que se deixou de fazer por inoperância ou por falta de vontade política de quem manda.
O executivo pode continuar a vender a tese do oásis, pode beneficiar até de um julgamento ainda benévolo por parte de alguns sectores que são levados a confundir crescimento com desenvolvimento, mas não altera a realidade e o mal estar que se verifica em muitos sectores do tecido empresarial local e dos munícipes em geral.
A verdade é que não se podem esquecer omissões flagrantes do executivo em matérias estruturantes, de que é exemplo o facto de durante estes anos não se ter quase avançado com a reforma do PDM, com o Plano de Desenvolvimento Estratégico do Concelho, com o Plano de Urbanismo da Vila do Bombarral e nas Freguesias com o Plano de Salvaguarda do Carvalhal da Columbeira e Vale do Roto, fundamentais para a concretização de outras reformas necessárias ao progresso, ao desenvolvimento económico e á criação de condições para o crescimento da riqueza das populações locais.
Tal como não pode ser omitido nem confundido endividamento com desenvolvimento se o endividamento, e muito, aconteceu o desenvolvimento por sua vez há muito tempo que está em desaceleração.
E não se pode mesmo escamotear o facto de nos executivos dos últimos 10 anos o crescimento da divida pública autárquica ter tido um aumento imensamente superior quer ao crescimento, em altura, quer ao desenvolvimento que não aconteceu.
Este executivo não criou riqueza, como o comprova o estado geral do tecido empresarial local, ao contrário do que prometeu e, o aparelho produtivo concelhio tem continuado a fragilizar-se como o provam a grave crise da agricultura do comércio e da industria e o défice assustador das nossas contas autárquicas.
As razões do descontentamento
De facto “O ESTADO DAS COISAS” é inseparável da análise da realidade e do pulsar da vida social e económica do concelho
E pensamos que o executivo não se pode alhear das razões de fundo deste descontentamento e desencanto que atravessa vários sectores da sociedade bombarralense e em particular o tecido empresarial.
Quais as razões que levam hoje, vários trabalhadores e departamentos da Câmara Municipal a manifestações inequívocas de descontentamento e boicote ao trabalho desenvolvido e a desenvolver quando no princípio a promessa eleitoral era a modernização e simplificação administrativa e a melhoria da qualidade dos serviços.
Que razões tinham e têm os bombarralenses em geral para estar descontentes com este executivo que se preocupa mais com o auto elogio do que com a qualidade de vida e com a efectividade de desenvolver políticas que promovam o tecido empresarial e incentivem a criação privada de empregos justamente remunerados para além de aumentar o quadro camarário para 184 funcionários .
Não dramatizamos toda a política de gestão do executivo. Mas em relação às grandes causas concelhias este executivo escolheu conscientemente e normalmente o caminho errado.
Não respeitou na prática as ideias, “para além das deles”, e não promoveu e desenvolveu o concelho, onde está a tão falada aposta na dinamização do comércio tradicional, a implementação do plano URBCOM, o Gabinete de Apoio aos Empresários, o apoio e fomento do Turismo de Habitação e Rural ?
E o mesmo podemos dizer em relação às promessas feitas à juventude, onde está a criação da Casa da Juventude do Bombarral, a construção da Escola Básica Integrada, a ampliação e modernização da Escola Secundária (agora também prometida pelo estado) , a criação da Quinta Pedagógica, a instalação da Escola Profissional, a construção do Centro e Artes e Profissões Tradicionais do Oeste, a construção de novas escolas e a modernização dos equipamentos escolares. Estas são paixões bolorentas na aposta da educação e da juventude mas, a realidade é a da falta de saídas profissionais.
Também antes dos actos eleitorais o executivo não se cansou de afirmar que a aposta no ambiente era número um da sua Gestão.
Seria pois legítimo esperar que nestes dez anos tivéssemos assistido a grandes mudanças na política ambiental com a criação dos prometidos espaços verdes, a manutenção e limpeza dos pouquíssimos existentes, a limpeza do concelho, a lavagem e desinfecção frequente dos contentores, a limpeza e recuperação das margens do Rio Real e a criação de corredores verdes e a ampliação dos cemitérios-
Mas, também, não foi isso o que aconteceu.
O CDS- Partido Popular não quer instrumentalizar os problemas do concelho só como arma de arremesso político e não procura retirar só dividendos partidários da desgraça em que se encontra o concelho e que afecta os bombarralenses e as suas famílias.
O CDS- Partido Popular, hoje como no passado, apresenta propostas e soluções e tenta impulsionar medidas que se traduzam em avanços significativos para o desenvolvimento do concelho do Bombarral
É uma realidade que as várias medidas que propomos, têm investimento para a Câmara Municipal, mas também geram receitas suficientes para fazer face ás despesas e traduzem formas de desenvolvimento e de criação de riqueza para a população local e para o tecido empresarial .
Quem tem duvidas de que o arranjo, limpeza e a recuperação urgente da área envolvente das Grutas do Vale do Roto com uma significativa promoção no exterior serão uma forte fonte de rendimento autárquico e uma forte fonte de criação de riqueza da população limítrofe ?
Quem tem duvidas que a abertura mesmo que com as condições mínimas para funcionamento do parque de campismo do Picoto se traduzirá com uma gestão rigorosa numa forte fonte de receita autárquica e da população local ?
Quem tem duvidas que a recuperação e limpeza do património histórico e arquitectónico do concelho e a criação de condições de visita a locais como o Castro da Columbeira, a Ermida de São Brás, o Solar dos Mellos e Castro, a Capela de São Lourenço, a Capela do Santíssimo Sacramento, a Ermida de Nossa Senhora do Socorro, o Palácio Gorjão, o Teatro Eduardo Brasão, a Torre Medieval do Carvalhal, o Santuário do Senhor Jesus do Carvalhal, a Igreja de S. Pedro de Finisterra, a Quinta dos Loridos, a Ponte Medieval do Pó, o antigo Palácio dos Henriques, a Igreja de Nossa Senhora da Purificação, a Mata Municipal e o Jardim Municipal do Bombarral, a Serra da Columbeira, a Serra do Picoto e Vale do Roto, o Chafariz de São Mamede e outros monumentos, são uma forma de gerênciar receitas para a autarquia e promover trabalho e riqueza para as populações locais.
Quem tem duvidas, e a exemplo do que acontece noutros concelhos, que a recriação anual da Batalha da Roliça, em 17 de Agosto, é uma forma da autarquia promover o concelho a freguesia e o património para criar receitas e meios de desenvolvimento económico para a população local.
Quem tem duvidas que, se as verbas orçamentadas para o turismo não se esgotassem todas só e unicamente no Festival do Vinho e fossem repartidas também por outras organizações, não permitiria aumentar o fluxo de visitantes ao concelho aumentando assim as receitas e o crescimento económico.
E aqui peço-vos um pequeno exercício matemático : o concelho do Bombarral tem cerca de 14.000 habitantes, vocês acreditam que segundo as contas da organização o Festival do Vinho é visitado diariamente por 13.333 visitantes ?
Quem tem duvidas que, a criação e divulgação de um roteiro gastronómico com os 29 restaurantes instalados no concelho, e com o alojamento existente, não é uma forma de divulgar a gastronomia regional e apoiar o tecido empresarial e criar fontes de riqueza para a população local.
Mas mais do que uma política sem decisões sem promoção, sem desenvolvimento e sem criação de riqueza para a população local, estes 10 anos ficam marcados pelas zangas dos vereadores da maioria, pela dança de cadeiras, pelas hesitações, pela indefinição estratégica e pela ausência de medidas capazes de combater com eficácia os grandes problemas sociais e económicos que afectam o concelho do Bombarral.
Se um dos partidos da oposição, logo em 2002, em vez de alinhar na demagogia da gestão do executivo, tivesse apoiado a restante oposição e tivesse posto como condição para aceitar pelouros a de todos os vereadores terem pelouros para trabalhar ou então deixar o executivo sozinho por certo hoje muitas das situações não tinham acontecido e deveríamos estar a aprovar o orçamento para 2004, não estando na caricata situação de a Assembleia Municipal não ter aprovado ainda o orçamento de 2003.
Situação que, convém referir, por todos os motivos interessa ao executivo, pois tendo em falta o orçamento de 2003, apresenta este facto como desculpa para o não investimento, para a não realização de obras e para o não pagamento a fornecedores e vai governando com alterações financeiras apoiadas e aprovados pelo outro partido responsável pela gestão autárquica.
Mais promessas do que realizações
E falando da área institucional, onde se incluem sectores como o da Segurança, da Solidariedade e da Saúde melhor do que tudo o que se possa dizer acerca da política do executivo temos os factos que falam por si, como alguns que têm sido noticiados recentemente caso do Centro de Atendimento Permanente do Centro de Saúde que encerra as suas portas ás 20.00 horas, tendo os utentes que recorrer a soluções fora do concelho e o diz que não disse sobre a mudança de local para instalar e construir o novo Quartel dos Bombeiros Voluntários.
A realidade é que ao fim de 10 anos de muitas promessas, não vimos: os novos postos médicos prometidos para a freguesia do Carvalhal e da Roliça, o apoio a novos centros de dia para idosos nas freguesias, o clube de emprego, nem vimos a prometida revitalização da linha ferroviária do oeste nem a criação de condições para a melhoria da segurança e policiamento do concelho.
Nada vimos fazer pelo tão badalado atendimento personalizado por parte da câmara, pelo combate á burocracia e pela criação da linha telefónica de atendimento permanente e, onde está o tão famoso gabinete, e quem o dirige, de contacto permanente com o governo para obter apoios ao desenvolvimento da industria e da agricultura local.
Se hoje vimos a público denunciar a falta de estratégia para divulgar as potencialidades do concelho e o alheamento e desinteresse constante revelado pelo executivo para ter a humildade de procurar e, em conjunto com toda a oposição, na Câmara e na Assembleia encontrar soluções que permitam um real desenvolvimento económico do concelho do Bombarral e da sua população. Vimo-lo porque ao longo destes 10 anos, não fomos entrave de nenhuma forma á gestão praticada, até porque nunca tivemos poder para isso, fomos isso sim, sempre, uma voz critica que ao longo dos anos alertou, afirmou e garantiu que esta gestão só poderia levar a este estado calamitoso de endividamento e estagnamento em que se encontra o Concelho do Bombarral.
O executivo fala da transparência da contenção das despesas, do combate ás horas extraordinárias, mas não vai negar o que é evidente – se para o apoio ás colectividades e outras instituições do concelho não há horas extraordinárias, porque não há dinheiro, já o mesmo não se pode dizer em relação ao Festival do Vinho e outras situações de promoção pessoal de interesse que diríamos quase partidário, nem vai negar perante os bombarralenses que atingiu esta situação e deixou acumular dividas por falta de vontade política para criar as condições mínimas á aprovação das contas e do orçamento para o ano 2003.
O executivo fala do combate à despesa descontrolada. Mas quando se fala deste combate ou de outros, o que é preciso não são palavras, são acções que ponham tudo à vista e que apurem responsabilidades sem medos partidários nem zonas proibidas.
E, tal como à mulher de César, é essencial não apenas ser como parecê-lo.
Desde que tomou posse o executivo aumentou em 37% o quadro de pessoal que existia na autarquia, com nomeações de pessoal para gabinetes, contratados e grupos de trabalho.
Não será a isto que se chama nepotismo e clientelismo?
Passados quase 11 anos já é claro quanto valeram as promessas eleitorais do executivo.
Fazendo uma avaliação global, ao longo destes anos, foram mais as vozes do que as nozes; foi mais a propaganda do que a acção; foram mais as promessas do que as realizações.
Não ao falso diálogo
O responsável máximo do executivo garante a pés juntos que o Bombarral não é uma república das bananas. Mas concordará que há comportamentos de membros do seu executivo e políticas que, ao fim destes anos, o fazem crer... o Bombarral não é uma república das bananas, mas com o processo irresponsável como têm sido conduzidas as finanças da autarquia, com a falta de um plano estratégico de desenvolvimento, com as indefinições constantes para a resolução dos problemas prementes, com a forma como são desaproveitados os fundos comunitários e da forma como não são criadas oportunidades de investimento o Bombarral será o último dos concelhos em termos de centro de decisão, e ficará nas mãos dos concelhos vizinhos o domínio público da promoção das potencialidades da Região Oeste o que irá garantir e impedir o desenvolvimento económico e a instalação de novo tecido empresarial no Bombarral que permita a criação de novos empregos e assim mais riqueza social e empresarial.
O Bombarral não será de facto uma república das bananas, mas a verdade é que o executivo não tomou e teima em não tomar medidas efectivas de promoção na área do turismo, do desenvolvimento rural, da solidariedade social, da qualidade de vida e ambiental .
E renovo aqui o desafio ao responsável máximo pelo executivo, mesmo em fim de, pensamos nós, abandonar a vida autárquica, para que, por exemplo, apoie e execute as propostas que o CDS- Partido Popular tem apresentado e vai apresentar e algumas das que aqui hoje trouxemos, e passe o resto do seu mandato a avançar para um futuro de progresso, de paz e de concórdia.
Por isso lhe propomos realizações concretas e exequíveis.
Ganhariam os bombarralenses e ganharia o concelho.
Porque espera ?
O dinamismo e a capacidade de acção que fazem parte da nossa maneira de ser, são partes integrantes do temperamento e do nosso interesse pelos problemas locais . Esta é a nossa obrigação no entanto outros não poderão dizer e fazer o mesmo.
O Bombarral não precisa de arrogância, de imposições ou de falsos diálogos.
O Bombarral não precisa do poder absoluto. Precisa sim de promover o desenvolvimento em bases sólidas, com justiça social e defesa dos interesses da sua população .
O Bombarral precisa mais do que nunca, não da continuação do essencial da política destes últimos executivos de má memória mesmo que disfarçada de sorrisos ou de retórica social, não de uma política assente nos dogmas neoliberais, mas sim de uma efectiva política democrata cristã, e de uma viragem rumo ao desenvolvimento.
E estes 10 anos de gestão são a prova cabal de que essa viragem só será possível com o CDS - Partido Popular e com o reforço do seu peso na Câmara Municipal na Assembleia Municipal e nas Juntas de Freguesia.
É nesse sentido e com esse objectivo que nos apresentamos hoje e apresentaremos em 2005 aos bombarralenses.
E, contrariamente a outros, sem receio de que nos acusem de termos faltado aos compromissos eleitorais.
E sem necessidade de escondermos o que fizemos durante os 13 anos em que gerimos a Câmara Municipal e de nos refugiarmos nas promessas vãs do que vamos fazer.
Estamos presentes e para cada critica apresentamos propostas e temos soluções.
Somos a mudança em movimento e o Bombarral é o nosso objectivo.
Obrigado por nos escutarem e por transmitirem a nossa opinião

sábado, 30 de agosto de 2003

Nota de Imprensa - Turismo - Continuação

NOTA À IMPRENSA REGIONAL
30 de Agosto de 2003

“TURISMO VIRTUAL” - CONTINUAÇÃO

Face ao elevado numero de visitantes que se esperam em Portugal pela altura do Euro 2004 o “ICEP” tem um site comum com a sociedade “Euro 2004” onde para além da reserva e venda de bilhetes para os jogos, apresenta e recomenda soluções turísticas para os visitantes, o site já teve a visita de aproximadamente 1 milhão e 500 mil pessoas.
Na visita que efectuamos á procura da promoção e oferta turística do Bombarral, ficamos surpreendidos pelo trabalho, de qualidade irreal elaborado, senão vejamos alguma da informação disponível:
Quando começamos a navegar verificamos os seguintes resultados em perguntas como:
BOMBARRAL - ONDE FICAR ?
Hotéis e Pensões - Nenhuma referência ; Turismo Rural - Quinta da Nogueira na Portela ; Campismo e Caravanismo - Nenhuma referência ;
BOMBARRAL - GASTRONOMIA REGIONAL
Restaurantes e Cafés - Nenhuma referência ; Pratos Típicos - Rota do Atum, que julgamos ser em V.R.Stº António, Caldeirada de peixe, sardinha assada, mexilhões, crustáceos, salmonetes, dourada, linguado, lampreia, truta, sável, caldo verde, etc.... ; Vinhos Regionais - Nenhuma referência ;
BOMBARRAL - LOCAIS A VISITAR
Lazer - Referência ás empresas Novas Aventuras, Templar – Rotas e Destinos,
Arrábida Aventuras, INATEL, Margens Desporto Aventura, V.Potier Animação Turística ; Monumentos e Museus - Santuário do Sr. Jesus do Carvalhal, Torre dos Lafeta no Carvalhal e Solar dos Melo e Castro em São Mamede
Assim só podemos concluir que a estratégia passa ainda pela falta de articulação entre os responsáveis locais na promoção da imagem turística do Concelho do Bombarral
Desde 2001 que foram nomeados centros de treinos oficiais Euro 2004, entre outros, os aqui tão perto Estádio Municipal da Marinha Grande; Complexo Desportivo das Caldas da Rainha; Estádio Municipal de Óbidos; Centro de Estágio de Rio Maior; Parque Desportivo Municipal de Mafra; Estalagem do Sorraia em Coruche.
É do conhecimento geral que ao redor das equipes participantes movimentam-se milhares de adeptos que procuram alojamentos, locais de diversão e de lazer e até património histórico e arquitectónico para visitar.
Será que não cabe na estratégia turística da Câmara promover o tecido empresarial local e criar condições para o desenvolvimento local ?
O que foi feito, para promover e oferecer turisticamente a estes milhares de adeptos que vão veranear por estes lugares aqui tão perto durante aproximadamente 2 meses .
Qual é a estratégia ?
O Euro 2004 acontece entre 12 de junho e 4 de julho de 2004, será que ainda estamos a tempo?
Ou será que já fomos mais uma vez ultrapassados pelos nossos vizinhos, para já não falar dos Espanhóis que promovem a zona fronteiriça como se fosse em Espanha que se vai realizar o Euro 2004
O Bombarral tem uma piscina, tem um pavilhão desportivo, tem um museu, tem uma sala de arqueologia, tem uma mata municipal, tem os mais variados monumentos de interesse turístico, tem dos melhores vinhos regionais, tem a pêra rocha, tem munícipes hospitaleiros mas, tem acima de tudo a necessidade de se promover no exterior.
Ou será que este equipamento só serve para promoção eleitoral ?

sexta-feira, 15 de agosto de 2003

Nota de Imprensa - Turismo

NOTA À IMPRENSA REGIONAL
15 de Agosto de 2003

TURISMO VIRTUAL !

A Câmara Municipal do Bombarral denota uma profunda incapacidade e omissão para afirmar a imagem turística do Concelho.
O trabalho de projecção turística sem qualquer estratégia de projectar o concelho, nem sequer se pode considerar “virtual”
É preocupante a inércia do pelouro do turismo da autarquia na promoção da imagem do concelho, inclusive, nas acções de projecção turística ligadas ao evento desportivo Euro 2004.
A Câmara municipal transformou-se numa instituição autista e fechada sobre si própria. Ninguém sabe qual a estratégia turística de promoção do Bombarral no exterior. Ou seja, a Câmara do Bombarral demonstra desgaste político e profunda incapacidade para os novos desafios que têm a ver com a projecção no exterior do Concelho do Bombarral.
Promoção turística para a Câmara é o Festival do Vinho, que infelizmente já denota pouca projecção turística do Bombarral no exterior. Além de estar a ser ultrapassado em muitos aspectos e principalmente em notoriedade, pela Feira do Vinho em Torres Vedras, pelo Festival do Vinho de Palmela, pela Festa das Vindimas em Bucelas e pela Feira dos Vinhos em Lisboa.
A estratégia turística da Câmara Municipal passa somente pela promoção do Festival do Vinho 4 ou 5 dias antes do mesmo e pela inexistência de brochuras informativas sobre o Concelho do Bombarral no próprio posto de turismo local.
O Turismo em Portugal fechou o ano transato com um saldo positivo, mesmo tendo em conta os acontecimentos do “11 de Setembro” e os seus efeitos negativos internacionais a nível da actividade do turismo.
No entanto, o numero de visitantes estrangeiros a Portugal atingiu os 28.149,9 milhares, o que traduziu um crescimento de 0,5% face ao ano anterior.
As receitas atribuídas ao turismo, segundo dados provisórios do Banco de Portugal, atingiram os 6.118,8 milhões de Euros.
Dos 28.149,9 milhares de turistas que visitaram o País 22.702,7 milhares entraram em Portugal por terra.
O que fez a Câmara do Bombarral para cativar um único destes turistas ?
Mais, face ao elevado numero de visitantes que se esperam em Portugal pela altura do Euro 2004 o “ICEP” tem um site “linkado” á sociedade “Euro 2004” onde para além da reserva e venda de bilhetes para os jogos, apresenta e recomenda soluções turísticas para os visitantes, o site já teve a visita de aproximadamente 1 milhão e 500 mil pessoas.
Na visita que efectuamos á procura da promoção e oferta turística do Bombarral, ficamos surpreendidos pelo trabalho, de qualidade irreal elaborado, senão vejamos alguma da informação disponível:
Quando começamos a navegar verificamos os seguintes resultados em perguntas como:
BOMBARRAL - ONDE FICAR ?
Hotéis e Pensões - Nenhuma referência ; Turismo Rural - Quinta da Nogueira na Portela ; Campismo e Caravanismo - Nenhuma referência ;
BOMBARRAL - GASTRONOMIA REGIONAL
Restaurantes e Cafés - Nenhuma referência ; Pratos Típicos - Rota do Atum, que julgamos ser em V.R.Stº António, Caldeirada de peixe, sardinha assada, mexilhões, crustáceos, salmonetes, dourada, linguado, lampreia, truta, sável, caldo verde, etc.... ; Vinhos Regionais - Nenhuma referência ;
BOMBARRAL - LOCAIS A VISITAR
Lazer - Referência ás empresas Novas Aventuras, Templar – Rotas e Destinos,
Arrábida Aventuras, INATEL, Margens Desporto Aventura, V.Potier Animação Turística ; Monumentos e Museus - Santuário do Sr. Jesus do Carvalhal, Torre dos Lafeta no Carvalhal e Solar dos Melo e Castro em São Mamede
Assim só podemos concluir que a estratégia passa também pela falta de articulação entre os responsáveis locais na promoção da imagem turística do Concelho do Bombarral
Desde 2001 que foram nomeados centros de treinos oficiais Euro 2004, entre outros, os aqui tão perto Estádio Municipal da Marinha Grande; Complexo Desportivo das Caldas da Rainha; Estádio Municipal de Óbidos; Centro de Estágio de Rio Maior; Parque Desportivo Municipal de Mafra; Estalagem do Sorraia em Coruche.
É do conhecimento geral que ao redor das equipes participantes movimentam-se milhares de adeptos que procuram alojamentos, locais de diversão e de lazer e até património histórico e arquitectónico para visitar.
Será que não cabe na estratégia turística da Câmara promover o tecido empresarial local e criar condições para o desenvolvimento local ?
O que foi feito, para promover e oferecer turisticamente a estes milhares de adeptos que vão veranear por estes lugares aqui tão perto durante aproximadamente 2 meses .
Qual é a estratégia ?
O Euro 2004 acontece entre 12 de junho e 4 de julho de 2004, será que ainda estamos a tempo?
Ou será que já fomos mais uma vez ultrapassados pelos nossos vizinhos, para já não falar dos Espanhóis que promovem a zona fronteiriça como se fosse em Espanha que se vai realizar o Euro 2004
O Bombarral tem uma piscina, tem um pavilhão desportivo, tem um museu, tem uma sala de arqueologia, tem uma mata municipal, tem os mais variados monumentos de interesse turístico, tem dos melhores vinhos regionais, tem a pêra rocha, tem munícipes hospitaleiros mas, tem acima de tudo a necessidade de se promover no exterior.
Ou será que este equipamento só serve para promoção eleitoral ?
Está na altura da Câmara Municipal defender os interesses do tecido empresarial do Bombarral e dos munícipes e, de informar das medidas que foram, estão ou vão ser tomadas para promover o Concelho do Bombarral e a economia local junto dos milhares de cidadãos estrangeiros que vêem visitar e veranear por Portugal durante o decorrer do evento desportivo “Euro 2004”.
Depois digam que não avisamos .

sábado, 12 de julho de 2003

Entrevista

ENTREVISTA
Jornal Noticias do Bombarral
Julho de 2003

1- Como decorreram as movimentações antes do acto eleitoral do dia 25 de Julho para a concelhia bombarralense?

Antes do acto eleitoral correu tudo de forma normal, a nossa candidatura já estava prevista mesmo antes das últimas eleições autárquicas, no entanto por questões de tempos processuais, não se realizaram eleições nessa altura, tendo agora a Distrital a nosso pedido marcado e realizado essas eleições. No CDS-PP estas questões são pacificas e não requerem grandes movimentações.

2- O porquê da sua recandidatura a esta estrutura partidária?

Candidatura porque para haver uma recandidatura teria que anteriormente já ter existido outra o que nunca aconteceu nestes moldes, anteriormente era eleito só o presidente concelhio e agora são eleitos órgãos em listas plurinominais. No entanto esta candidatura apareceu no seguimento do trabalho e do alerta que lançamos ao partido no decorrer das últimas eleições autárquicas, onde estivemos a ponto de quase não concorrer ás eleições autárquicas. Esta comissão política integra e foi pensada por vários militantes que asseguraram o processo das últimas eleições autárquicas e tem a plena convicção que o CDS-PP é mais do que os anteriores resultados eleitorais.

3- Como classifica os elementos que o acompanham?. São os possíveis ou foram escolhidos previamente?

Os elementos que compõem esta equipe são os melhores, porque não é possivél integrar uma estrutura política sem que todos o desejem, este processo não passou por uma escolha mas sim por um reunir de vontades e objectivos comuns que se candidataram num espirito de fazer mais e melhor para o Concelho do Bombarral.

4- Quais os grandes objectivos para o futuro próximo?

Os nossos objectivos estão traçados e bem definidos e, com o exemplo do nosso, já falecido, ex. Presidente José Guilherme que ao longo dos anos serviu o Concelho vamos iniciar uma caminhada para fazer e para continuar a responder aos desafios que se nos avizinham. Nesse sentido, não esquecendo o passado mas apostados numa mudança de futuro, vamos com mais afinco dar continuidade e iniciar processos de discussão que nos permita através do estatuto de oposição apresentar melhores soluções e novos caminhos para o desenvolvimento do Concelho do Bombarral. Iremos ser interventivos na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, indicando os caminhos que julgamos serem os ideais para a melhoria das condições de vida dos Bombarralenses e do tecido empresarial local.
Não queremos ser oposição por oposição, o CDS-PP tem um passado de trabalho que muito trouxe de progresso ao Bombarral, como oposição estaremos sempre disponíveis para discutir e aprovar o que se apresente credível e de interesse para o desenvolvimento do Concelho mas, teremos e seremos sempre uma alternativa ás propostas que julgarmos não defenderem os reais interesses do Concelho do Bombarral. Queremos que em 2005 os Bombarralenses reconheçam que o nosso passado autárquico que tanto desenvolvimento proporcionou ao Bombarral, e a nossa postura presente é a garantia de um trabalho para o desenvolvimento no futuro

5- Sabendo que, entre outras situações, as eleições autárquicas serão o grande embate a preparar, já existe alguma definição no seio do partido ou consideram ser cedo demais?

Se as eleições são um embate no futuro, no presente é necessário definir prioridades e a prioridade presente é o Concelho do Bombarral, porque por muito que a oposição critique a actual gestão camarária porque não apresenta orçamentos á Assembleia Municipal, ou porque anuncia obras que não sabemos se ou quando irão ser realizadas ou porque continua a gastar mal o dinheiro público e a endividar o futuro, tudo isto são questões, infelismente, menores aos olhos dos bombarralenses e dos eleitores em geral, os munícipes querem é as estradas alcatroadas e os caminhos arranjados, a água nas torneiras, a luz e os serviços administrativos para tratarem dos seus assuntos. E isso mais ou menos vão tendo.
O que nos preocupa e a mensagem que tem que chegar urgente aos municies é quanto tem custado tudo isto, por ter sido mal estruturado e por não terem sido conseguidos os fundo comunitários que nos permitiriam não endividar a autarquia.
De que serve á oposição dizer aos bombarralense que se gasta demasiado dinheiro em festivais do vinho e jantaradas de que não são apresentadas contas, se quando o visitamos temos musica, temos artistas enfim temos festa para nos fazer esquecer as coisas más do dia á dia.
Por isso por muita definição que exista, e já existe, se não conseguirmos passar a mensagem de que ao longo destes anos a obra realizada é a obra que já estava definida, aprovada e pronta para executar pelo antigo presidente José Guilherme, então de que nos serve estar definidos quanto a 2005 .

6- Como é sabido, o CDS/PP está coligado com o PSD em termos nacionais podendo o mesmo acontecer em termos locais. Como encara essa hipótese no Bombarral?

Podendo acontecer o mesmo em termos locais é você que o diz. O CDS-PP é um partido democrático e ao longo da sua existência as direcções nacionais nunca impuseram qualquer tipo de coligação ás suas estruturas concelhias. Além disso, se por um lado estamos coligados com o PSD a nível governamental, tudo nos leva a crer que isso só foi possivél porque era a única solução para o PSD governar com estabilidade.
Se para o CDS-PP a coligação nacional, pós eleitoral, como afirma, e muito bem, o Dr. Paulo Portas é uma missão por Portugal, já quando pensarmos a nível autárquico a nossa missão não é Portugal mas sim o Bombarral. E quando falamos do Bombarral e do futuro que queremos estamos nos antípodas do PSD, a nossa visão de desenvolvimento e de crescimento é contraria ao actual pensamento do PSD do Bombarral, para além disso não existe uma tradição, quer antes quer após as eleições, de coligação com o PSD no Bombarral, excepção á AD que, mesmo assim, só resultou no primeiro mandato, acabando porque o PSD queria um poder que não tinha suporte em anteriores eleições, conforme se provou e o CDS-PP concorreu sozinho e obteve a maioria absoluta dos votos.
No entanto em política, como na vida devemos ter objectivos mas não devemos fazer futurologia mas, o CDS-PP como partido de ideologia democrata cristã perdoa mas, perdoar não é esquecer e o passado dá-nos poucas indicações para uma coligação futura.
Hoje existe mais afinidade de opinião com outros partidos do que com o PSD, não quer isto dizer que porque estamos de acordo em questões de princípios nos possamos coligar, no futuro, com esses partidos, porque uma coisa são as questões de princípios e outras as questões ideológicas e essas são como sabe mais que muitas.
Estamos a dois anos das eleições autárquicas, vamos ter um congresso pelo meio, muita água vai ainda correr para o mar, agora para o CDS-PP o que importa neste momento e no futuro é discutir e aprovar as melhores soluções para o desenvolvimento do Bombarral, sem demagogia, e com o pensamento na melhoria das condições da população e do tecido empresarial, porém estamos cientes que até 2005 apresentaremos propostas alternativas de desenvolvimento e candidatos credíveis para as aplicar o que nos permitirá encarar o futuro com esperança de sermos a mudança necessária.

7- Sendo uma estrutura que ultrapassou altos e baixos, está convencido que agora o rumo certo está traçado podendo voltar a vir a ser um partido com fortes raízes no Bombarral

Os bombarralenses sabem o que foi o nosso trabalho autárquico desde 1976, as primeiras eleições livres, até 1989, em treze anos o CDS-PP colocou o Bombarral no mapa e traçou um caminho de progresso com obras que duram e foram executados até aos nossos dias, o pavilhão desportivo, a piscina, o centro de transportes, a água, os esgotos, a biblioteca, o tribunal, o parque desportivo, etc.. foram obras desenhadas, candidatadas, programadas, executadas e iniciadas pelo antigo presidente José Guilherme. Hoje é possivél aos bombarralense compararem o trabalho de gestão autárquica do CDS-PP com o do PSD, ou seja se o PSD por um lado ao longo dos anos só investiu na militançia e hoje, através de alguns elementos seus, quer branquear esse seu passado, dizendo que este não é o seu trabalho.
O CDS-PP por outro lado investiu sempre no desenvolvimento e promoção do Concelho do Bombarral e foi e é esse investimento do CDS-PP que nos permite hoje, com o trabalho do passado, encarar o futuro com optimismo pois as nossas raízes estão cá e são fortes. Só necessitam de algum sol e água para reflorescerem agora que está prestes a acabar os anos de tormenta .

domingo, 29 de junho de 2003

Homenagem a José Guilherme

MENSAGEM DE ANIVERSÁRIO DO CONCELHO
CONDECORAÇÃO E HOMENAGEM PÓSTUMA A JOSÉ MARIA DO ROSÁRIO GUILHERME
Sessão Solene de 29 de Junho de 2003
Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, Senhores Secretários, Senhores Deputados Municipais, Senhores Presidentes de Junta de Freguesia, Senhor Presidente da Câmara, Senhores Vereadores, Ilustres Deputados da Nação, Senhores e Senhoras Convidados, Minhas Senhoras e Meus Senhores

Cabe-me aqui hoje em nome dos autarcas eleitos pelo Partido Popular, proferir algumas palavras por mais um aniversário da Fundação do Concelho do Bombarral.
Se em 1914 os anseios de uma população que queria crescer e desenvolver-se foram alcançados e comemorados com a dignidade que a fundação do Concelho exigia.
Hoje, como há 89 anos a necessidade de crescimento e de desenvolvimento são cada vez mais um anseio da população do Concelho do Bombarral.
E se o Concelho cresceu durante muitos anos, o seu grande desenvolvimento deu-se essencialmente no período compreendido entre 1976 e 1989.
E é com particular alegria e muita saudade que hoje o Partido Popular, os autarcas do Partido Popular e eu próprio, porque me cabem a mim estas palavras, comemoramos este 89º aniversário de uma forma muito especial.
Especial porque vamos também hoje homenagear a titulo póstumo um homem, que não sendo natural do Bombarral, deu a este concelho durante 13 anos da sua vida mais por tão pouco, do que aquilo que alguns naturais e outros não naturais mas com responsabilidades nunca conseguirão dar em toda uma vida.
Falo como sabeis do Presidente José Maria do Rosário Guilherme.
Se para o CDS/ Partido Popular as comemorações do aniversário da fundação do Concelho do Bombarral são importantes esta justa homenagem, mesmo que tardia, é para nós ainda mais importante.
Se o Concelho do Bombarral tem 89 anos de história, 15% dessa mesma história foi feia e escrita pelo Presidente José Guilherme, a quem todos nós, e principalmente os que estão cá há mais tempo, aprendemos a admirar nesse convívio complexo e, ao mesmo tempo, amistoso, nesse amálgama de contornos curiosíssimos, que era a sua relação afável e dialogante com todos os vereadores que compunham a oposição na Câmara Municipal e com todos os funcionários e munícipes.
José Guilherme distinguia-se por ser uma pessoa de grande vontade, compensada por uma subtileza no trato e uma capacidade, como gestor, de dar a quem com ele primava a certeza real de que dentro destas portas só o Bombarral contava – ele, José Guilherme – era um Presidente que dialogava com os munícipes, com os funcionários, com os vereadores da oposição e com o seu Partido – ele, José Guilherme – entendia que todos tinham que governar e por isso com ele todos os vereadores tinham pelouros para trabalhar e autonomia para gerir.
Foi um impacto grande a morte de José Guilherme para a sua família, para os seus companheiros e para os que conheciam a sua seriedade, mesmo para aqueles que, não obstante não participarem da sua visão política, mas que haviam estado com ele em muitos episódios da sua luta para o crescimento do Concelho do Bombarral
Ao fim destes anos, é importante o Concelho do Bombarral realizar esta homenagem pois aos homens que se estimam em vida também se deve homenagear em morte a sua vida de coerência e de grandeza.
José Guilherme exerceu uma influência política, ideológica e doutrinária muito grande sobre um Concelho que há época pouco tinha – ele, José Guilherme – mandou rasgar estradas, canalizar água, iluminar aldeias, construir habitação, tratar os detritos, modernizar a administração, apoiar a cultura e o desporto e um rol de outras obras que até hoje ainda não acabaram.
José Guilherme deixou obra !
José Guilherme deixou obra feita, obra em curso e obra pronta para continuar a fazer até hoje, será que outros depois dele poderão alguma vez dizer o mesmo?
Na época alguns, quem sabe, hoje políticos destemidos, chamaram ás obras do Palácio Gorjão, do museu municipal, da biblioteca e dos anfiteatros, o cemitério do Odorico, quem sabe se desses alguns, que na época se referiam a este cemitério, não são hoje os verdadeiros coveiros do Concelho do Bombarral.
José Maria do Rosário Guilherme será lembrado sempre, pela família, pelos companheiros, pelos amigos e pelos adversários políticos – ele, José Guilherme – será sempre lembrado pelo homem que foi e pela obra que deixou.
Mas, para além desta homenagem póstuma a José Guilherme – não nos podemos esquecer que os novos tempos exigem, de facto, novas obras e novas reformas, o que não acontece no Bombarral .

segunda-feira, 23 de junho de 2003

Orçamento e Plano 2003

ORÇAMENTO E PLANO PARA 2003

28 de Junho de 2003

Senhor Presidente da Assembleia, Senhores Membros da Assembleia, Senhor Presidente da Câmara e Senhores Vereadores
Há precisamente 83 anos, também no dia 28 de Junho de 1919 em Versalhes, França, foi assinado o tratado de paz, que pôs fim a uma guerra que devastou toda a Europa, a 1ª Guerra Mundial .
Também aqui nesta Assembleia seria bom que fosse assinado um tratado de paz que nos permiti-se no futuro discutir o que queremos para o desenvolvimento e progresso do concelho do Bombarral, no entanto, para que tal seja possível é necessário que as deliberações dos órgãos democraticamente eleitos sejam respeitadas e é necessário que as criticas formuladas, por cada um, sejam entendidas não como ataques pessoais mas sim como formas de discussão que permitam chegar a consensos .
Permita-me senhor Presidente da Câmara que lhe dirija a palavra para lhe recordar que já não tem a maioria absoluta dos votos dos eleitores deste concelho, a maioria hoje é da oposição, por isso é necessário ouvir a oposição e conjuntamente com ela decidir o melhor para Bombarral .
O programa eleitoral que apresentou ao eleitorado, como os dos outros Partidos e Movimentos tem muitas e boas propostas para desenvolver o nosso concelho mas, para que as propostas do seu programa e as dos outros possam ser concretizadas é necessário discuti-las para gerar consensos, diminuir despesas e aumentar receitas.
Nenhuma empresa, nenhuma autarquia pode desenvolver-se se a sua despesa corrente for maior que o seu investimento .
E, ao analisar-mos este orçamento e este plano de investimentos verificamos que a despesa continua muito superior ao investimento, e verificamos que as receitas previstas pela avaliação, ( de que temos duvidas), de terrenos para venda é irreal e nunca será realizável até final do ano, o que nos permite, só por si, sem margem de erro concluir que a divida da Câmara Municipal se este orçamento for aprovado aumentará na mesma proporção dessas vendas não concretizadas até final do ano .
Assim, apesar de se verificar uma redução de + ou - 7,17% na despesa deste orçamento, comparando-o com o anteriormente apresentado e reprovado por esta assembleia, não é, na nossa opinião, esta redução da despesa tão significativa que nos permita concluir que estamos perante um orçamento que tem uma orientação estratégica e o equilíbrio financeiro necessário para a autarquia ser gerida com a austeridade precisa para o saneamento económico financeiro que permita equilibrar as finanças camarárias e diminuir o passivo existente.
Conforme, julgo que sabe, vai a Senhora Ministra das Finanças levar á Assembleia da República a proposta de Lei da Estabilidade Orçamental. Vai essa lei entre outros, estabelecer limites de endividamento, inferiores aos permitidos pela lei das finanças locais .
Ora, sendo este orçamento um orçamento que continua despesista, que não aproveita correctamente os fundos disponíveis e que inclusive retira receitas aprovadas em Leader Oeste, incluídas no anterior orçamento reprovado, e que permitiam mais investimento nas Freguesias, como vai depois V.Ex.a investir numa autarquia com um endividamento já hoje superior ao que irá ser permitido .
É-nos também mais uma vez aqui apresentado um orçamento, viciado á partida pois já sabemos que será necessária, pela palavra do Sr. vice presidente da Câmara, uma urgente revisão orçamental em virtude das verbas aqui enumeradas não corresponderem á realidade das verbas a gastar .
São mais uma vez apresentadas, em orçamento, verbas para actividades e investimentos, que ninguém sabe o que são nem como se vão processar .
Na nossa opinião, é um orçamento pouco rigoroso para uma Câmara com uma divida a Bancos e Fornecedores já incomportável de gerir e é um orçamento que favorece a despesa e desfavorece o investimento .
Despesas referentes a : representação autárquica, fogo de artificio, horas extraordinárias, aumento dos quadros de pessoal, material honorifico, festas, etc ... - e investimentos referentes a: palco desmontável, habitação social, centro de estudos vinícolas, centro tecnológico, nova biblioteca municipal, skate parque. cave do pavilhão, etc ... . Não são despesas nem investimentos, neste momento, vitais para o desenvolvimento do concelho do Bombarral, podemos por isso, a bem das contas públicas e do necessário abatimento do passivo da autarquia, suprimi-las deste orçamento
Se queremos equilibrar e regredir o passivo da autarquia, esta corrente despesista tem que ser revertida . Neste orçamento as despesas terão ainda que baixar em valores na ordem dos + ou - 12,3% para que seja possível não hipotecar ainda mais o futuro do concelho do Bombarral .
Assim, face ao orçamento que aqui hoje nos é apresentado enquanto não se verificar uma redução da despesa corrente dentro dos valores por nós apontados, o Concelho não tem Futuro, o Partido Popular ponderou votar desfavoravelmente este orçamento, que na nossa opinião, não serve da melhor forma os interesses do Concelho do Bombarral nem dos seus munícipes, no entanto entendemos que: Juntas de Freguesia, Fornecedores, Colectividades serão os principais prejudicados com esta decisão política, nesse sentido e dando um beneficio da dúvida em que em abono da verdade não acreditamos, iremos votar pela abstenção á aprovação deste orçamento .

sexta-feira, 25 de abril de 2003

Comemorações Abril 2003

MENSAGEM DE 25 DE BRIL DE 2003

Ex.mo.s Senhores

É tal a mensagem que nos vem do 25 de Abril, que podemos dizer que ele representa uma aspiração profunda do ser humano, de ontem, de hoje, de sempre.
E isto porque o 25 de Abril cheira a liberdade e a dignidade.
A dignidade do homem confunde-se com a sua liberdade. Na medida em que respeitamos a liberdade do homem, nessa mesma medida respeitamos a sua dignidade. Acontece que a peregrinação do homem na procura da liberdade, e então, do respeito pela sua dignidade, aparece salpicada de sofrimento e de sangue, estando longe de chegar até ao fim. E nunca chegará. É que a liberdade, caminho e prova da dignidade, é fruto da conquista de todos os dias e quantas vezes terá que conviver com espaços alargados de derrota. Foi o que aconteceu durante o longo período que precedeu o 25 de Abril de 1974: vivemos derrotados no que tínhamos de mais nosso que é a liberdade. De pensar, de dizer, de discordar, de encontro, de protesto. De ser.

O 25 de Abril apareceu, esperado e desejado como uma panela de pressão que rebentou, permitindo-nos que tornássemos a ser nós, não obstante. Não obstante porquê?
Porque, não obstante, continuam as agressões à dignidade do homem.
Quem duvidar consulte a Constituição. Nos artigos 24 a 79. E a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Vai-nos parecendo que os homens do Poder andam demasiado entretidos em guerras de capoeira para poderem levar à prática os ideais da riqueza e a mensagem do 25 de Abril.
E é pena!
Chegámos, por essa e por outras, à situação impensável de muita gente lamentar o 25 de Abril.
O CDS Partido Popular quero-o na riqueza pujante de esperança, da sua mensagem primeira.
Nos 29 anos do 25 de Abril, que permitiu a Portugal reencontrar-se com o seu melhor passado e aos portugueses cantar a sua honra, não podemos esquecer todos os que contribuíram para que o 25 de Abril acontecesse, e todos os que ao longo destes 29 anos tudo tem feito pela defesa e promoção da dignidade do homem e pela sua liberdade.
Que a data do 25 de Abril não dê lugar só a comemorações, bem justas, com certeza, que seja também uma oportunidade para uma necessária e oportuna reflexão colectiva sobre a dignidade da pessoa humana, e os caminhos para a descobrir, promover e defender.
Viva Portugal

terça-feira, 11 de fevereiro de 2003

Declaração de Adesão á Comuniddae Urbana do Oeste

ADESÃO À COMUNIDADE URBANA DO OESTE

Fevereiro de 2003

Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia Municipal, Senhores Deputados Municipais, Senhores Membros da Câmara Municipal, Minhas Senhoras e Meus Senhores

Somos hoje confrontados com a discussão da adesão, ou não, do Concelho do Bombarral á Comunidade Urbana do Oeste .
E ao sermos confrontados com esta adesão, reconhecemos que nenhum dos actuais órgãos autárquicos do Bombarral, está mandatado pela população para tomar este tipo de decisão .
No entanto não é só por si, este facto impeditivo de em consciência tomarmos a nossa posição.
Mas, a posição que vamos tomar nesta Assembleia, não sabemos antecipadamente se é uma posição que vai de alguma forma, implicar com o dia a dia de cada cidadão deste concelho, ou se por outro lado é uma decisão na continuidade da já existente AMO Associação de Municípios do Oeste e que mais não será do que uma fuga para a frente e uma nova oportunidade para a criação de alguns quantos lugares, principescamente pagos a quem pouco se importará com o bem estar de toda uma população e uma Região Oeste
Assim, o CDS Partido Popular, como partido municipalista que é, e por acreditar que é necessário efectuar-se uma descentralização de poderes, correspondendo aos apelos de amplas correntes de opinião pública e para corresponder aos verdadeiros anseios de uma grande maioria dos Oestinos e, na defesa das tradições e, de uma imagem de marca que venha a congregar a agricultura; os produtos e serviços; o artesanato; a gastronomia; as artes; as pessoas e toda uma região que se sinta solidária nas tarefas que serão necessárias para levar a cabo um desenvolvimento sustentado da agora recente e formada Comunidade Urbana do Oeste, vai votar favoravelmente a adesão do Concelho do Bombarral á Comunidade Urbana do Oeste mas sem euforias, porque sobre esta matéria, estamos um pouco como São Tomé, ver para crer, até porque neste momento ou aderimos ou vamos ficar isolados como uma ilha no meio desta Comunidade Urbana e de outros concelhos de quem mesmo não querendo iremos sempre depender .