quinta-feira, 28 de outubro de 2004

Conferência de Imprensa

ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DO OESTE
28 de Outubro de 2004

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Senhoras e senhores Jornalistas, Senhores Convidados, Caros amigos
O CDS-PP do Bombarral tem acompanhado e analisado com elevada preocupação a gestão corrente e toda a acção desenvolvida pelo executivo da Câmara Municipal.
A população do Bombarral sabe que o CDS-PP, na sequência das últimas eleições autárquicas, tem dinamizado e empreendido a sua actividade no âmbito dos poderes conferidos aos membros da Assembleia Municipal na estreita colaboração com o seu Vereador .
O CDS-PP e os Bombarralense vêem com preocupação o futuro do Concelho.
Criaram-se expectativas neste Concelho – as quais são constantemente goradas.
O CDS-PP/Bombarral, vem deste modo, dar conhecimento e expressar-se pelo facto da Câmara Municipal do Bombarral, apesar dos contactos efectuados para reunir com a oposição, de forma a discutirem-se propostas para o desenvolvimento do Bombarral, não obteve resposta até agora.
Aproveitamos desde já para apelar ao povo do Bombarral que solicite os esclarecimentos necessários ao senhor Presidente da Câmara Municipal; já que o mesmo nem sempre se digna a prestar os esclarecimentos correctos nos Órgãos Autárquicos.
Também e desde já na vossa presença afirmamos que Turismo no Oeste não é só Óbidos ! Óbidos é um dos recursos turísticos do Oeste, assim como o Bombarral e outros concelhos .
Tem passado para a opinião pública a imagem de que Turismo no Oeste é Óbidos, imagem aliás criada e divulgada, e muito bem, por um processo de marketing bem estudado e, na nossa opinião, exemplo erradamente não seguido por outros concelhos como é o caso do Bombarral .
Pode até o concelho de Óbidos ter uma dinâmica diferente de outros concelhos, mas essa dinâmica não lhe dá o direito de se “arvorar” dono do turismo no Oeste.
Utilizando palavras de um autarca da região quando se refere a outro concelho podemos nós também afirmar pelas suas próprias palavras que o Bombarral também “é o epicentro de uma região que tem potencial e recursos turísticos para se afirmar”, e sobre este conceito não podemos deixar de recordar que o Festival do Vinho e a Feira da Pêra Rocha são certames turísticos dos mais antigos do país e são acima de tudo certames que não sendo “importados nem adocicados” têm total afinidade social, económica e politica com a região e o concelho onde são realizados .
“Não é por favor” que o Bombarral tem uma oferta turística onde proliferam produtos turísticos rurais e regionais como os doces D’ Amélia, os mimosos, a golada, a pêra rocha, a ginja, o vinho leve, etc ...
Mas, estamos de acordo quando se diz que “primeiro é preciso demonstrar às opiniões públicas e ao país que se tem dinâmica politica”, estamos de acordo porque tem sido o CDS-PP/Bombarral o partido que mais propostas tem apresentado para o sector turístico no concelho do Bombarral .
O CU do Oeste é composta por 11 concelhos e se os executivos de algum destes 11 concelhos, tem necessidade de “se por em bicos de pés” para falar de Turismo, contrariamente á opinião de alguns o CDS-PP não tem essa necessidade porque, para além de estar sempre atento ás oportunidades turísticas do sector para a nossa Região, é um partido com tradições governativas nesta área desde Basilio Horta e Telmo Correia .
ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DO OESTE .
- Para o Bombarral, Já !
O turismo tem sido desde os primórdios uma importante actividade de desenvolvimento. Ao longo dos últimos anos tem representado resultados visíveis em termos de viabilidade económica, sendo que é uma das actividades que mais empregos e lucros gera no País e no mundo.
Com a globalização, no mundo contemporâneo a concorrência entre Regiões, no turismo é uma constante, como consequência o aumento do nível da competitividade e a maior exigência em termos de qualidade, obriga as regiões e as empresas a uma reacção para se manterem no mercado.
Existem três razões essenciais para se ter um produto turístico.
1. A existência de uma oferta turística básica como hotelaria e meios complementares de alojamentos, restaurantes e bares, agências de viagens e postos de informação, acessos e consequente rede de transportes e equipamentos.
2. A existência de recursos turísticos ou motivações como recursos naturais (paisagem, rios, praias, fauna e flora, riqueza termal, clima) e recursos históricos - culturais (museus, vestígios arqueológicos, arquitectura regional e urbana, artesanato, folclore, festas, feiras e romarias).
3. E principalmente a necessidade de recursos humanos bem preparados adequadamente, com um nível básico e profissional. O ensino e treino do trabalho humano merece especial atenção para atender as diferentes profissões turísticas, bem como as exigências da oferta turística, sendo muito importantes e existindo para isso as Escolas de Hotelaria e Turismo.
Se a iniciativa da criação da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste se insere, na prioridade que o Governo estabeleceu para a formação profissional do sector, de forma a obter uma requalificação da oferta e, segundo o ministro do Turismo, Dr. Telmo Correia, o Oeste terá uma nova Escola nos próximos dois .
Assim, a iniciativa de convencer o ministro do Turismo da localização dessa Escola no Concelho do Bombarral deve partir das forças autárquicas locais, câmara e oposição, com todo o apoio das forças empresariais, associativas e da própria assembleia municipal, no sentido de aproveitar as potencialidades económicas que a localização de uma Escola Profissional deste tipo trará ao concelho do Bombarral, pretendendo que a requalificação de um edifício existente, como é caso da “antiga escola agrícola das palmeiras” em Vale Covo deva assumir-se como local privilegiado para a localização de uma Escola de Hotelaria e Turismo.
Lutar para que se crie no Bombarral uma Escola de formação nesta área, poderá ser também uma forma de acordar o Bombarral e lembrar todos os responsáveis autárquicos da necessidade de se aumentar as responsabilidades e o envolvimento de todos. Antes de se iniciar a implementação de qualquer projecto é necessário estar perfeitamente consciente da necessidade de encontrar apoios ao mesmo, por isso devemos todos estar disponíveis e acessíveis para delegar poderes, e sobretudo para envolvermos todas as vertentes políticas da assembleia da câmara e da freguesia .
O Bombarral está localizado no sitio certo, tendo em conta os critérios de escolha, o Bombarral encontra-se localizado estrategicamente junto á Auto Estrada AE8 com saída directamente quer para o interior do Bombarral quer do Vale Covo, a infra estrutura que propomos para ser disponibilizada para instalar a Escola, é uma antiga escola que já possui, cozinhas e outras infra-estruturas necessárias á esta Escola de Hotelaria e Turismo .
O Bombarral encontra-se no mapa da Região no epicentro do eixo entre Nazaré e Torres Vedras, permitindo assim ocupar o vazio existente na rota entre os Hotéis Mariot e Campo Real .
A requalificação e oferta do espaço da “antiga escola agrícola das palmeiras” pode perspectivar-se desde já como um projecto interno URGENTE de resolução do diferendo administrativo pendente sobre o espaço.
A readaptação deste espaço, actualmente sem aproveitamento, a ser cedido protocularmente, ao Ministério do Turismo, pelo Município do Bombarral dispõe contudo desde já, das condições, básicas indispensáveis ao seu regular funcionamento. Nomeadamente, Cozinha, Salas, Gabinetes para Docentes, Sala de Estudo, Bar, Cantina e Sala de Convívio.
Estamos crentes que a reabilitação, em todo do espaço das infra-estruturas da Escola, criará assim o substrato necessário para atrair a atenção do senhor ministro e dar-lhe assim uma alternativa de qualidade compatível com as já anunciadas ofertas quer das instalações da UAL, quer de um edifício da Santa Casa da Misericórdia, em Caldas da Rainha e Óbidos, respectivamente.
É importante manifestar ao ministro do Turismo o nosso descontentamento, não pelo facto da Região Oeste ter aprovados 750 milhões de Euros para projectos turísticos mas, sim pelo facto de o Concelho do Bombarral não estar contemplado nestas verbas .
Tem sido argumento dos responsáveis turísticos da Região: “ que é a defesa da diversidade que constitui a nossa principal riqueza”, por isso que a nossa pretensão insere-se na continuidade deste argumento com que todos concordamos .
E como uma das estratégias para atrair a atenção, do ministro do Turismo, para a localização desta Escola no concelho do Bombarral, somos da opinião que devemos transmitir de forma objectiva e realista a perspectiva da mais valia económica para o Bombarral e para o ministério, da localização desta Escola no Bombarral para além das grandes potencialidades do nosso concelho
Um projecto esta invergadura, representa um investimento de milhares de Euros, sendo no entanto possível, se para isso nos esforçarmos, a concessão de apoios públicos.
A requalificação desta infra-estrutura no sentido de proporcionar uma Escola de qualidade para os futuros profissionais do sector e dotar o concelho do Bombarral com maiores competências, em termos de um sector estratégico para a economia regional, como é o caso do Turismo, é o objectivo subjacente à esta nossa pretensão de pressionar o ministro a optar pelo Bombarral
Esta nova Escola de Hotelaria e Turismo, por certo, irá disponibilizar todas as valências de formação do Instituto de Formação Turística (INFTUR) nas áreas da formação inicial, do desenvolvimento da formação contínua para os activos, e da certificação.
A nossa proposta passa, primariamente, pela localização e instalação da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste no edifício da “antiga escola agrícola das palmeiras” ou pelo investimento na construção de uma nova Escola pelo e em terrenos do Município do Bombarral, com o projecto respectivo elaborado pelo INFTUR, a quem caberá também a responsabilidade de o fiscalizar .
Qualquer escola deste tipo dispõe de instalações, equipadas com infra-estruturas, que lhe permitem aliar a formação teórica a uma sólida formação prática.
Além de salas convenientemente equipadas para as acções de formação, uma Escola de Hotelaria e Turismo possui os seguintes recursos disponíveis, aliás alguns já existentes no edifício por nós proposto e outros a criar com a requalificação do edifício .
q Biblioteca – Versada em diversas obras sobre os vários temas leccionados, espaço de estudo de tranquilidade e facilidade de consulta .
q Reprografia – Como o apoio externo de máquinas de self-service colocadas à disposição dos alunos.
q Sala Multimédia – Dotada de vários computadores com ligação à Internet, scanner, impressoras, gravador de CD's e material multimédia.
q Laboratório de Microbiologia e Química Alimentar – sobretudo aptos a efectuar análises microbiológicas e químicas de alimentos para a realização de aulas práticas de Química Alimentar, Microbiologia Alimentar, Toxicologia e Saúde e Tecnologia de Alimentos.
q Laboratório de Enologia – sala devidamente equipada para a realização das aulas práticas de Enologia (técnicas de conhecimento e provas de vinho).
q Anfiteatro de Cozinha – local onde os monitores teorizam o trabalho que precede as Cozinhas Individuais, nas quais cada aluno demonstra na prática os conhecimentos adquiridos.
q Cozinha Principal – centro responsável pela produção alimentar.
q Bar Pedagógico – conjunto de bares individuais, nos quais os alunos podem desenvolver capacidades ao nível de identificação e composição de bebidas.
q Bar e Restaurante de Aplicação – locais onde os alunos têm a oportunidade de demonstrar a clientes externos os conhecimentos adquiridos nas aulas.
q Auditório – parte integrante da vida académica da Escola, onde têm lugar os Seminários organizados pela Escola
Estamos certos que todos os equipamentos para estes espaços e todos os produtos precivéis e não precivéis do dia a dia terão que ser fornecidos por empresas, e aqui podemos protocolar que as mesmas deverão ser da Região .
Estamos convencidos que o Bombarral está farto de crises e aventuras; por isso nos empenhamos hoje e no futuro em propor soluções construtivas e reais que permitam a criação de riqueza para a comunidade e para o Bombarral. Esperamos que todos, assembleia, município, freguesia, associações, empresários e bombarralenses, assim o queiram que nós assumimos esse compromisso com o Bombarral !

sexta-feira, 15 de outubro de 2004

Comunicado Politico 6

COMUNICADO POLITICO N.º 6
15 de Outubro de 2004

No seguimento das declarações do senhor ministro do Turismo, Dr. Telmo Correia no decorrer do Jantar do 20º aniversário da Região de Turismo do Oeste, em que anunciou “uma nova ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO para a Região Oeste”, a Comissão Política Concelhia do CDS-PP/Bombarral, deliberou:
1. Desenvolver todos os esforços junto das forças vivas políticas e não políticas do Bombarral de forma a conseguir que a ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DO OESTE possa vir a ser localizada no Concelho do Bombarral.
2. Solicitar a disponibilidade do elenco da Freguesia do Vale Covo, para discutir uma forma conjunta para desencadear esforços que venham e permitir a instalação da ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DO OESTE, nas instalações do “Edifício da antiga escola agrícola das palmeiras”.
3. Solicitar uma reunião ao Presidente da Câmara e ao Vereador do Turismo do Município do Bombarral, de forma a lançar-lhes o desafio para que em conjunto com a oposição sejam criadas todas as condições necessárias para que o Bombarral possa apresentar uma proposta irrecusável ao senhor Ministro do Turismo de forma a que a decisão da localização da ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DO OESTE venha a ser no Concelho do Bombarral.
4. Solicitar a todos os Bombarralenses que tenham influência política e, ou que ocupem altos cargos na hierarquia do Estado ou no Parlamento que se juntem a esta pretensão legitima do Bombarral de forma criar uma corrente de influência que venha a finalizar com a instalação da ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DO OESTE no Concelho do Bombarral.
5. Desafiar a gestão Municipal para disponibilizar o “ Edifício da antiga escola agrícola das palmeiras” em Vale Covo para a instalação da ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DO OESTE
6. Desafiar a gestão municipal e TODA a oposição para que sejam criadas, urgentemente, as condições monetárias e as condições necessárias para a requalificação do edifício de forma a readapta-lo para esta nova fase da sua vida.
7. Estamos convencidos que o Bombarral está farto de crises e aventuras; por isso nos empenhamos hoje e no futuro em propor soluções construtivas e reais que permitam a criação de riqueza para a comunidade e para o Bombarral.
8. Assim queira a gestão municipal e a restante oposição que nós afirmamos e assumimos publicamente o nosso compromisso com o Bombarral !

sexta-feira, 8 de outubro de 2004

Comunicado Politico 5

COMUNICADO POLITICO N.º 5
8 de Outubro de 2004

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP/Bombarral, deliberou:
1. Manifestar publicamente o seu contentamento e dar os parabéns aos cidadãos bombarralenses Dr. Jorge Gabriel Martins e Prof. Mário Morgado, pela sua recente eleição para Presidente e Vice presidente da Mesa da Assembleia da Comunidade Urbana do Oeste, respectivamente.
2. Desejar, ainda, aos agora eleitos que contribuam de forma activa, não só, para o engrandecimento e enraizamento da Comunidade Urbana do Oeste mas, também, para a promoção e elevação dos valores e qualidades do concelho do Bombarral

quarta-feira, 21 de julho de 2004

Comunicado Politico 4

COMUNICADO POLITICO N.º 4
21 de Julho de 2004

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP/Bombarral, deliberou:
1. Tornar público o seu total apoio ás preocupações recentemente manifestadas pelos Bombeiros Voluntários do Bombarral face ao miserável estado e aos poucos acessos existentes e sem manutenção dos caminhos agrícolas do Concelho do Bombarral
2. Manifestar o nossa total discordância pela forma irresponsável como o Município tem tratado a prevenção dos fogos florestais tendo em conta que a Assembleia Municipal, aprovou uma recomendação proposta pelo CDS-PP a que o Senhor Presidente da Câmara e a maioria que o sustenta deu “orelhas moucas” .
3. Face a esta irresponsável e preocupante situação mais uma vez tornamos pública a nossa proposta que recomenda á Câmara Municipal do Bombarral, como forma preventiva que :
a) Os proprietários florestais sejam responsabilizados pela ausência de limpeza das suas parcelas florestais; ( estão previstas na lei coimas de 200 Euros a 2500 Euros para quem não o faça )
b) A Câmara e as Juntas devam ser individualmente responsabilizadas pela ausência de limpeza dos baldios das áreas que lhes estão adstritas;
c) As Câmara Municipal e o Corpo de Bombeiros comecem a fiscalizar e notificar os proprietários que não limpam as suas parcelas e que muitas das vezes são os primeiros a acusar os corpos de bombeiros de inoperacionalidade;
d) Conjuntamente com o corpo de bombeiros colabore na identificação de situações de risco e na operacionalidade das infra estruturas de combate aos incêndios (abertura e limpeza de estradões, aceiros, pontos de água, pequenos açudes, etc...) sendo este trabalho preferencialmente executado durante o Outono, Inverno e Primavera, de forma a que quando se iniciar o Verão tudo esteja operacional a fim de que os equipamentos e as vidas dos bombeiros não sejam colocadas em risco em caso de incêndio;
e) Discipline o regime de monocultura do Eucalipto no concelho e, principalmente nos locais onde este espécie não está aconselhada, pois a relação causa efeito dos incêndios florestais em áreas de pinheiro tem quase sempre subjacente a sua substituição por Eucalipto (veja-se o que se tem passado nas áreas ardidas nos incêndios nacionais);
f) Procure meios e encontre formas para implementar incentivos à plantação de espécies que embora de desenvolvimento mais lento, são de grande rentabilidade castanheiro, carvalhos de várias espécies, vidoeiros, abetos, etc...). g) Crie um Plano Municipal de Ordenamento da Floresta
Estamos em crer que estas medidas preventivas muito influenciaram pela positiva, numa primeira fase, para a possibilidade de redução quer de fogos quer de área ardida. Numa segunda fase contribuiria para um correcto ordenamento florestal aplicando-se aqui uma silvicultura preventiva que a todos os proprietários florestais traria elevados rendimentos. Se assim não for, lembraremos apenas, citando alguém que se referia desta forma aos cuidados a ter com a floresta, "... que nos ouçam enquanto é tempo e que se evite assim um mal irremediável são votos de quem ainda tem os olhos cheios com a imagem dos incêndios de há mais de 20 anos vimos repetir".Para concluir lembramos que : OS INCÊNDIOS NÃO SE COMBATEM – PREVINEM-SE

segunda-feira, 19 de julho de 2004

Comunicado Politico 3

COMUNICADO POLITICO N.º 3
19 de Julho de 2004

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP/Bombarral, em reunião ordinária de 19 de Julho, deliberou:
1. Aprovar um Plano Estratégico para as Eleições Autárquicas 2005 para o Concelho do Bombarral, o qual começou já a ser executado. As próximas eleições autárquicas revelam-se fundamentais para o CDS-PP/Bombarral. Com efeito, nelas podemos demonstrar que o Partido está forte, coeso, dinâmico e profundamente implantado na sociedade portuguesa. Nesse sentido, a estrutura do Partido no Concelho orientará a sua acção para garantir a representatividade plena do Partido nas cinco Freguesias que constituem o Concelho do Bombarral. Porque assim e continuando a apostar na qualidade dos nossos candidatos, cremos ser possível a máxima defesa dos valores do CDS-PP e dos mais altos interesses da comunidade local.
2. Que sem prejuízo da competência estatutária e regulamentarmente cometida à Comissão Política Concelhia, é criada uma Comissão Eleitoral Autárquica (CEA), para ajudar a coordenar todo o processo.
3. Que de imediato será dado conhecimento público que o CDS-PP/Bombarral disporá de interlocutores em todas as freguesias do concelho e estará disponível para encarar todas as soluções e implantar todas as alternativas políticas eleitorais que permitam assegurar uma cabal mudança na forma da actual gestão camarária.
4. Que no decurso do mês de Novembro, será realizado as “3ª Jornadas de Responsáveis Autárquicos do CDS-PP/Bombarral e do CDS-PP/Oeste”. Esta iniciativa tornará pública a importância que atribuímos às eleições autárquicas e demonstra que somos um Partido com objectivos e agenda própria. Sendo previsível que aqui iniciaremos a pré campanha e, anunciaremos uma estratégia eleitoral .
5. Estamos convencidos que o Bombarral está farto desta forma de gestão camarária e não quer mais crises nem aventuras; por isso nos empenhamos hoje e no futuro em oferecer soluções construtivas. Pela sua boa e antiga tradição, o CDS-PP/Bombarral é um partido responsável, e nós queremos honrá-la! Os eleitores conhecem a nossa tenacidade! E nós sabemos que contam sempre connosco e ainda mais nas horas difíceis. Para que o Bombarral possa ser governado em Liberdade, e assim se honre os maiores do nosso Passado Concelhio e se possa preparar o caminho para um Futuro que os orgulhe! Afirmamos e assumimos publicamente o nosso compromisso com o Bombarral !
6. Que acompanhando a posição da Direcção Nacional do Partido, a Comissão Política Concelhia do CDS-PP/Bombarral, neste momento de transição de Governo, congratula-se por mais um exemplo do CDS-PP como um Partido seguro, sereno e um referencial de estabilidade. Cumprimenta o novo líder do PPD/PSD Dr.º Pedro Santana Lopes e deseja que este, com o Dr. Paulo Portas e todo o CDS, continuem o projecto de renovação de Portugal, iniciado, na Primavera de 2002, com a celebração da “Convergência Democrática”!

terça-feira, 6 de julho de 2004

Comunicado Politico 2

COMUNICADO POLITICO N.º 2
6 de Julho de 2004

O CDS Partido Popular do Bombarral vem publicamente e por este meio congratular-se pela recente nomeação e posse desde como Directora Financeira da Direcção Regional de Segurança Social de Leiria da Ex.ma Senhora Dr.a Conceição Carinhas, esposa do Senhor Presidente da Associação de Agricultores do Oeste
Ao contrário de outros, mais uma vez a capacidade intelectual e profissional foi merecedora de um alto cargo numa Direcção Regional, damos por isso os nossos parabéns á Dr.a Conceição Carinhas que saberá através do seu desempenho e da sua capacidade colocar também o Bombarral num lugar de suma importância Distrital .

terça-feira, 29 de junho de 2004

Aniversário do Concelho

Sessão solene comemorativa do aniversário do concelho

Ex. mo Senhor Presidente da Assembleia, Presidente do Município, Vereadores
Senhoras e Senhores Convidados, Caros Colegas, Minhas Senhoras e meus Senhores

Confesso que tive muita dificuldade em escrever estas breves palavras .
Porque em cada ano que passa quando queremos fazer uma resenha do que de novo aconteceu no Concelho do Bombarral, verificamos que tudo se repete como se o tempo não tivesse decorrido, como se o passado se diluísse no presente, projectando-se no futuro.
O dia 29 de Junho de cada ano é, no Concelho do Bombarral, uma marca que cada vez mais se desvanece - muito pela forma como é comemorada -, criando nos munícipes, cada vez mais, sentimentos de pouco regozijo
E isso acontece, uma vez mais, neste dia em que se comemora mais um aniversário do Concelho do Bombarral - o 90º. -, assinalado, como é habitual, com o hastear dos Pavilhões Nacional e do Município, defronte aos Paços do Concelho, perante uma formatura constituída por elementos do corpo de bombeiros do concelho, bem como da Banda .
Como é também habitual, todos os anos, a Sessão Solene evocativa da efeméride que devia ser o ponto alto destas comemorações – é pouco apelativa para os munícipes e para os próprios deputados municipais mesmo tendo em conta que este ano assinala o início das Inaugurações que precedem as campanhas eleitorais .
Este ano, ao contrário do ano passado em que estivemos, perante uma sala repleta de público, interessado em aplaudir a personalidade concelhia que foi homenageada, não homenageamos ninguém, porque nenhuma colectividade, nenhuma personalidade do Concelho ou do País mesmo que a titulo póstumo se distingui-o o suficiente nestes últimos 90 anos para que mereça tal homenagem do Concelho do Bombarral, que não tem filhos ilustres que mereçam a sua gratidão .
Hoje mais uma vez nesta Assembleia, perante ilustres convidados queremos afirmar aos autarcas responsáveis pela gestão deste Município que, têm legitimidade para gerir o Concelho pois ganharam as eleições mas, andam esquecidos que 70% dos munícipes votantes, votaram no CDS/PP e nos outros partidos da oposição
Por isso senhor Presidente do Município mais uma vez, como lhe vimos a afirmar ao longo dos anos do seu mandato lhe dizemos, mesmo sabendo que não nos dá ouvidos, acredite que é possível transformar o Bombarral numa região de excelência, singular e competitiva, no quadro dos municípios europeus, em que a qualidade, relativamente ao ambiente e ao património possam constituir meta essencial, em que a solidariedade e a igualdade de oportunidades possam ser também o objectivo, a par de actividades enquadradas num perfil tecnológico avançado.
Para isso e para um processo de desenvolvimento sustentado, como o que se deseja para o Bombarral é exigível a identificação dos agentes locais capazes de impulsionar uma dinâmica criadora, e de assumir atitudes inconformistas, a que se deve prosseguir para patamares de ambição superiores, mesmo que os mesmos pressuponham exigências e riscos.
Na visão do CDS/PP, o mau trabalho desenvolvido por V.Ex.a não pode continuar, é importante consolidar diversas vertentes, como são os casos de um espaço de inovação e desenvolvimento, um espaço ambientalmente sustentável, uma comunidade participativa e solidária, e uma autarquia mais perto dos cidadãos.
Também no plano da Educação Investir na escola é um desafio, a construção de mais estabelecimentos de ensino, onde sejam necessários, melhorando e adaptando os restantes, e dotando as escolas de equipamentos que beneficiem a ligação com o exterior, para além do necessário alargamento das competências da autarquia nesta área, a formação dos professores, os projectos educativos das escolas, os subsídios a projectos pedagógicos e a clubes temáticos, entre outros, a educação pré-escolar é importante .
Como é importante e urgente a construção de bibliotecas escolares, salas de trabalho, espaços para a prática desportiva, segurança, instalação de Internet em todos os estabelecimentos de ensino, apoio aos estabelecimentos de ensino preparatório e secundário, tudo isto para que os jovens do município possam iniciar e concluir os seus estudos sem saírem do espaço concelhio, fazendo da escola um lugar mais atraente.
É importante que a intervenção nesta área vise acima de tudo facultar à escola, em atitudes concertadas com outros intervenientes, a oportunidade dela própria desenvolver as suas capacidades, com a finalidade de conseguir a qualidade e o sucesso educativo; investir numa Escola onde todos possam ter as mesmas oportunidades de acesso ao conhecimento; investir no reforço da dimensão cívica, familiar e comunitária da Escola .
Mas se a área da Educação é importante.
O Ambiente num concelho que para além da Mata Municipal não possui espaços verdes de qualidade, constitui uma meta e um recurso fundamental para a afirmação do concelho como um espaço residencial de prestígio, e onde se criem condições estruturais para a fixação selectiva de actividades não poluentes, como é o caso do sector terciário superior, a investigação científica, e o desenvolvimento de novas tecnologias.
O património edificado, e a mobilidade dos cidadãos, na vertente dos transportes e do estacionamento, devem ser ensejo de referência na requalificação do espaço de vida urbana e na requalificação e valorização ambiental, através da criação, valorização e equipamento de espaços verdes e construção de equipamentos colectivos; na requalificação de equipamentos de cultura e desporto e construção de Polidesportivos; na construção de novas vias de comunicação municipais, bem como na qualificação de arruamentos já existentes, entre outros aspectos.
Lamentamos, que neste "Dia do Município", nos dirigentes das colectividades, das Paróquias, das forças de segurança, das empresas, dos funcionários do município e dos autarcas, V.Ex.a não tenham encontrado nenhum motivo para homenagear o Bombarral .
Lamentamos que o Bombarral não seja hoje um dos mais dinâmicos concelhos da Área da Comunidade Urbana do Oeste.
O Poder Local e os seus autarcas tem de saber sonhar, projectar, intervir, executar e liderar o processo de desenvolvimento e requalificação do território e das populações que aí vivem e trabalham.
No CDS/PP temos presente que é pensando nas pessoas que a política faz sentido". Homenagem à sociedade civil
Terminamos lamentando que V.Ex.a senhor Presidente da Câmara tenham envolvido tão ilustres convidados, que até podem, quem sabe estar presentes no seu último acto público como governantes nas polémicas inaugurações de duas Escolas Pré Primárias sem que tenha sequer dado conhecimento deste acto á delegação escolar do Bombarral, e que também se tenha esquecido que o Teatro Eduardo Brasão já foi inaugurado em 1921, criando assim á pressa, não se sabe bem porquê, a polémica conforme comunicado dos órgãos sociais do Teatro, por V.Ex.a ter decidido inaugurar umas obras de restauro que só estarão concluídas lá para Outubro, esquecendo-se mesmo de comunicar este facto á direcção do Teatro e obrigando a publicamente condenar esta sua conduta no processo
Não se esqueça senhor Presidente que foi, por atitudes arrogantes, como estas, e por não prestar contas dos seus actos como Presidente, nem respeitar os órgãos legitimamente eleitos, que na passada sexta feira a Assembleia Municipal, sem nenhum voto contra e até com votos de apoio do seu próprio partido a Assembleia Municipal aprovou a apresentação de uma queixa contra V.Ex.a ao Ministério Público
Porque senhor Presidente ?
Porque, como diz o ditado “ pôr o carro á frente dos bois “ ?

sexta-feira, 25 de junho de 2004

Aristides de Sousa Mendes

ARISTIDES DE SOUSA MENDES
25 de Junho de 2004

PROPOSTA

Comemora-se este ano, o cinquentenário da morte de Aristides de Sousa Mendes, Cônsul Português em Bordéus, que em 1940, contra as ordens expressas por “ Oliveira Salazar”, emitiu milhares de vistos de entrada em Portugal, salvando assim a uma morte quase certa cerca de 30.000 pessoas.
Foi curiosamente em 17 de Junho de 1940, que foi emitido o 1º visto.
Hoje, passados 64 anos depois desta data, cerimónias católicas, judaicas e laicas, homenageiam um pouco por todo o mundo, aquele que foi um dos grandes heróis Portugueses do século XX. A iniciativa destas comemorações é da Raoul Walleenberg Foundation, com o apoio do Vaticano, do Ministério dos Negócios estrangeiros, e do Comité Internacional Angelo Roncalli.
Estão marcadas celebrações em Portugal, Argentina, Israel, África do Sul, Bélgica, Brasil, China, Estados Unidos, Espanha, Polónia e Itália entre outros Estados.
Aristides de Sousa Mendes foi uma figura única, impar, e de uma importância extrema para a afirmação de valores como a liberdade, o valor da vida, ou tão só o valor individual das nossas consciências.
Assim, apresentamos esta Moção para que seja votada nesta Assembleia, recomendando à Câmara Municipal que :
1. A Câmara Municipal se associe às celebrações contactando para o efeito a Fundação Aristides de Sousa Mendes .
2. A Câmara Municipal promova nas escolas do nosso Concelho, a obra e o legado de Aristides de Sousa Mendes.
3. Ao exemplo do previsto em cidades como Porto, Lisboa, Coimbra ou Bordéus, se atribua a uma rua da nossa Vila o nome de Aristides de Sousa Mendes.
4. A presente moção. (no caso de aprovada), siga para conhecimento da Fundação Aristides de Sousa Mendes, Ministério dos Negócios Estrangeiros e principalmente à Família .
E ainda que em honra e memória deste homem que morreu na mais completa miséria, mas na paz com a sua consciência esta Assembleia lhe preste a devida homenagem fazendo um minuto de silêncio .

terça-feira, 27 de abril de 2004

Intervenção Pública XXI Congresso

Intervenção proferida no XXI Congresso do CDS, realizado na Batalha
Sr. Presidente da Mesa do Congresso
Sr. (etc.)
Sras. e Srs. Congressistas;

O CDS e alguns dos seus militantes perderam a noção do ridículo.
Uns mais envergonhados e outros menos envergonhados tem sabido manter-se como “operacionais” activos, questionando e boicotando propositadamente tudo o que tem sido feito pelo actual líder, subvalorizando, inclusive o perfil político de alguns dos actuais dirigentes, quem sabe se para ganharem tempo, até que alguém convencido de que se trata de um “pato-bravo” da política, volte a concorrer à liderança do CDS/PP.
Neste ano de liderança do Dr. Ribeiro e Castro, houve quem ficasse agastado com a estratégia nas presidenciais, porque não queria apoiar Cavaco Silva sem negociar ou, melhor do que isso, creio eu, não queriam apoiar Cavaco Silva, fosse de que maneira fosse.
Mas não têm a coragem para o assumir, porque Cavaco Silva ganhou as eleições e não querem, agora, perder o “comboio” da colagem presidencial.
Mas se Cavaco Silva tivesse perdido as presidenciais, podem estar certos que teríamos tido “ex. dirigentes” e alguns “bonecos”, uns atrás dos outros, a alternarem declarações bem pensadas, e a atacar a opção e a estratégia do CDS e do Dr.º Ribeiro e Castro nas presidenciais.
Não estamos em época de eleições, pelo que o CDS não tem hoje rigorosamente nada para dar, por isso temos que aproveitar o momento e trazer algo de novo a Portugal, temos que conseguir inovar e deixarmos de ser demasiado conservadores, temos que nos modernizar porque continuamos demasiado agarrados ao passado. E o passado é para os historiadores.
O CDS, tem que confrontar-se permanentemente com o desafio de ter que reconquistar o seu espaço político e eleitoral.
Tal como não podemos lavar as mãos porque fomos responsáveis pelas asneiradas do último governo da coligação PSD/CDS, também não podemos perder a inteligência nem a noção do patético.
Por isso é lamentável que alguns militantes, alguns dirigentes e alguns deputados, em vez de se preocuparem, como deviam, prioritariamente com o crescimento e a unidade do CDS — se transformaram, com o tempo (e por outros motivos que não vou agora referir), em instrumentos de lutas pelo poder interno, e para a “compra” e “venda” de apoios internos ou de votos, em passerelles de vaidades pessoais, contradições, divisionismos e desequilíbrios.
É suposto que todos tenham espaço próprio de intervenção, e de afirmação das suas ideias e propostas, independentemente da sua capacidade de pressão sobre a estrutura dirigente. O que é facto, é que nada disso acontece, porquanto mais do que agentes de desestabilização ou instrumentos de assalto ao poder recorrem à intriga, ao compadrio, aos favores, às promessas de trocas de lugares por apoios em determinados momentos ou para fins específicos, funcionando assim como um anti-partido.
E o líder da Juventude Popular, é disso uma prova indiscutível, a partir do momento em que anunciou a intenção de encabeçar uma moção alternativa à do presidente do CDS-PP
O regulamento do congresso dispensa a Juventude Popular de apresentar com a sua moção uma candidatura à liderança do partido mas, o líder da J.P. justificou a sua candidatura dizendo: "Aceitei encabeçar uma moção de estratégia e cumprir um requisito estatutário em nome de um grupo geracional de pessoas que querem apresentar ao partido ideias alternativas".
Parece-me assim que a Juventude Popular em vez de pugnar pela unidade do partido, está mais apostada em fomentar o divisionismo interno.
Não discuto a legitimidade da candidatura da JP, ou de qualquer outro militante, mas parece-me que as obrigações políticas do líder da JP tem a ver com os jovens que dizia servir.
Assim, mais do que uma moção que me parece oportunista, é uma moção que está claramente ao serviço de uma facção do CDS que não tem a coragem de dar a cara e combater directamente o Dr. Ribeiro e Castro.
Li recentemente um cronista que dizia e cito: O que João Almeida não nos explica, e essa seria a sua obrigação, é para que serve a organização que lidera, que utilidade tem ela tido para os jovens portugueses, que iniciativas tem desencadeado a favor dos jovens com dificuldades de integração ou mesmo marginalizados, que contributos válidos trouxe no urgente remobilizar de uma juventude cada vez mais distante da política e dos partidos. – citei.
Todos juntos, militantes de base, dirigentes concelhios, distritais ou nacionais, deputados e simpatizantes temos que inverter o modo como encaramos este partido senão por este andar ainda nos transformamos de novo no partido do táxi, a persistirmos no caminho que vimos a percorrendo, dificilmente serviremos seja a quem for.
E termino citando um ilustre militante do nosso partido…
Todos os que lutámos, sentimos o resultado como profundamente injusto. E vimos os “abutres” pedirem demissões, …. Sou firme de carácter e resistente de feitio. Vou, por isso, á luta com todos os que trabalharam.
Foi com estas palavras, e por escrito, que o Dr. Paulo Portas me desejou um grande ano de 2002.
E é com estas mesmas palavras, Dr. José Ribeiro e Castro, que publicamente lhe desejo uma grande caminhada até 2009 e conte comigo.

domingo, 25 de abril de 2004

Abril 2004

DISCURSO DE 25 DE ABRIL DE 2004

Senhor Deputado á Assembleia da República, Senhor Presidente e restantes membros da Mesa da Assembleia Municipal, Senhores Membros da Assembleia Municipal, Senhor Presidente e Senhores Vereadores do Município do Bombarral
Senhores Presidentes de Freguesia, Demais entidades aqui presentes, Senhores Convidados; Minhas Senhoras e meus Senhores :

PARA UNS foi há séculos, para outros ontem, para os mais jovens um acontecimento da sua pré-história. Como só há história do presente, é do «outrora agora» do 25 de Abril que, queiramo-lo ou não, convém falar.
UMA homenagem ao 25 de Abril é uma homenagem à liberdade. E não leva em conta os excessos cometidos, as hesitações e os fracassos - seja qual for a vertente de análise, o valor da liberdade sobrepõe-se aos acidentes de percurso. Que, apesar de importantes para a História, em especial pelas lições que deles tiramos, se tornam irrelevantes quando se trata de considerar que vivemos em democracia há 30 anos.
As homenagens, por bem intencionadas que sejam, correm, porém, o risco de se tornar banais por mera sucessão de ritos, palavras e histórias inexoravelmente gastas pelo tempo. Para um jovem de hoje, qual o real significado das palavras ditadura, censura, repressão, clandestino, desertor e tantas outras que foram vocabulário corrente há 30 anos?
E se o 25 de Abril tivesse falhado? E se hoje vivêssemos sem liberdade?
E se nos mantivéssemos no 24 de Abril, (data que no imaginário representa os 48 anos do Estado Novo e sobre a qual passam hoje 30 anos)?
Este pensamento tem o seu quê de absurdo, tanto mais porque o regime anterior estava apodrecido e as guerras em África não eram sustentáveis. E porque foi precisamente a revolução portuguesa que inaugurou o que os historiadores consideram a terceira vaga de democratização: a Grécia e a Espanha, países que acompanhavam a nossa perversão totalitária, democratizaram-se; a América Latina, viveiro de ditadores, aderiu e cada vez mais adere à democracia; a União Soviética e os países do Leste da Europa abandonaram os seus governos concentracionários.
Apesar de tudo, decidimos imaginar. Ficcionámos um Portugal sem liberdade, isolado da Europa e por consequência paupérrimo, retrógrado, sem qualidade de vida, sem desenvolvimento, sem orgulho, ostracizado - a mais provável consequência de uma ditadura que, estando em vigor há 48 anos, se prolongaria por mais 30.
As nossas palavras pretendem unicamente transmitir esse retracto de um Portugal que seria absurdo e ridículo.
E é pelo contraste da ficção com o que é hoje o Portugal verdadeiro que prestamos a devida homenagem a todos aqueles que, desde muito antes do dia 25 de Abril de 1974, contribuíram de alguma forma para a democracia, o desenvolvimento e o prestígio internacional de que nos orgulhamos.
Ao prestarmos aqui hoje, mesmo que tardiamente, justa homenagem a homens e mulheres deste concelho que se notabilizaram pela forma como lutaram pela democracia e liberdade em Portugal.
Não estamos somente a homenageá-los mas estamos também a afirmar que nunca mais queremos: tempos de censura, de falta de liberdade e de um gosto antiquado.
Enfim, não queremos um país cinzento, onde os mais velhos temeram viver toda a vida e que os mais novos felizmente não conheceram. Um país sem alma nem chama, feito de preconceitos, de força bruta e de sentimentos reprimidos.
Numa palavra, não queremos um Portugal sem Abril.

Viva Portugal